Hobsbawm, mestre de todos nós

Os professores Marcos Antônio Lopes (UEL) e Sidney Munhoz (USP) conceberam e executaram um livro que será, para os jovens estudantes de História e de Ciências Sociais, uma pequena jóia, de muito valor e utilidade. No final de maio, conforme a programação da editora paulista Alameda, o livro “Historiadores do nosso tempo” estará nas livrarias. A obra conterá textos de apresentação de grandes mestres contemporâneos do ofício de historiador, nomes como Thompson, Skinner, Ginsburg, Le Goff, Gruzinsky, etc.

Eric Hobsbawm

A proposta do livro é oferecer ao jovem leitor informações básicas sobre a trajetória intelectual de cada um dos “mestres”, apontar os principais temas que surgem em suas obras, delinear as principais contribuições teóricas e metodológicas que eles trouxeram para a seara de Clio e, algo muito importante, a recepção que eles tiveram no Brasil, discutindo o modo como eles influenciaram os estudos históricos desenvolvidos por aqui, na universidade brasileira.

Modestamente, contribuo para o livro “Historiadores do nosso tempo” com pequeno texto sobre Eric Hobsbawm, o historiador marxista inglês cuja vida praticamente se confunde com a história do século XX, o “breve século XX” que ele tão bem analisou numa de suas obras mais recentes e conhecidas. Hobsbawm é o mais destacado historiador vivo, dono de obra volumosa, e mestre inigualável na elaboração de sínteses sobre a história contemporânea que se tornaram manuais de sucesso mundo afora, caso da trilogia “A Era das Revoluções”, “A Era do Capital” e “A Era dos Impérios”.

O resultado de minha empreitada – nada fácil, ainda mais quando se deve obedecer aos limites postos pela natureza da proposta editorial – tomo a liberdade de deixar à mostra para o leitor e a leitora, em anexo. O referido texto tem título de verbete de enciclopédia, como, aliás, todos os demais textos que compõem o livro. Chama-se Eric Hobsbawm. Direto assim, conforme a preferência dos pragmáticos jovens estudantes de hoje [para acessá-lo, clique no link].

Por Marcos Lobato Martins, 3 de abril de 2010.  Comentários

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