Do litoral ao sertão, a Estrada de Ferro Bahia-Minas.

Recebi muitas respostas sobre os “posts” referentes à antiga Estrada de Ferro Bahia-Minas, que ligava o litoral sul da Bahia – Ponta de Areia e Caravelas – ao sertão mineiro do Médio Jequitinhonha, terminando na cidade de Araçuaí. Muitos moradores do Vale do Mucuri ou pessoas que lá nasceram e hoje residem em outras partes do País enviaram comentários. Alguns são ex-ferroviários, outros filhos de ferroviários da “Baiminas”, enquanto outros se lembram de uma infância vivida à beira da linha de trem, colorida pelo movimento das pequenas composições e das belas estações da ferrovia imortalizada na canção de Milton Nascimento. Confesso que me surpreendi com tantas respostas.

Estação de Arassuaí, em 2004. Foto Custódio Neto .
Estação de Arassuaí, em 2004. Foto Custódio Neto .

E, como houve nesses comentários pedidos de mais informações sobre a antiga “Baiminas”, coloco à disposição dos leitores um trabalho que escrevi recentemente sobre essa ferrovia. Desde já, quero humildemente dedicar o texto ao Sr. Arysbure Batista Eleutério, memória viva da EFBM e autor de livro que é bastante útil para quem deseja saber mais sobre a Bahia-Minas. Livro que eu conheci e li na estação de Sucanga.

O texto, intitulado “Próxima ao rio, dentro da mata, de Ponta de Areia e Araçuaí – a Bahia Minas.”, foi submetido à comissão científica do Seminário de Diamantina 2010, o famoso Seminário sobre a Economia Mineira, promovido a cada dois anos pelo CEDEPLAR/UFMG. O resumo do trabalho é o seguinte: “A Estrada de Ferro Bahia-Minas é o objeto deste texto. Abordam-se assuntos como a construção e o funcionamento da ferrovia que ligou Ponta de Areia a Araçuaí, passando por Teófilo Otoni, a sua tumultuada história administrativa, os aspectos do cotidiano dos ferroviários, o papel da EFBM na economia regional e as razões de sua desativação. O trabalho faz síntese do conhecimento historiográfico existente sobre a Bahia-Minas e propõe interpretações relativas aos significados regionais da ferrovia. As fontes são memórias e teses escritas sobre a EFBM, documentos oficiais, jornais mineiros e depoimentos de ferroviários e moradores do Vale do Mucuri”.

Espero que este trabalho contribua um pouco para saciar a curiosidade dos que desejam saber mais a respeito da antiga “Baiminas”.

Por Marcos Lobato Martins, 2 de março de 2010.  1 Comentário

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  1. Arysbure Batista Eleuterio escreveu,

    em junho 10th, 2010 às 20:57

    Agradecido pelas suas palavras,e me coloco a disposição para o que vc desejar sobre a nossa ex B.M. Parabens pela sua iniciativa de relatar a história da ferrovia que poucos conheceram.

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