Prosas do Espinhaço central VI
A perdição do pescador no Mendanha
Joaquim Ferreira de Aguiar era jovem, mulato de corpo bem-feito, ágil e cheio de expediente, embora não tivesse muitas luzes. Morava na beira do rio Jequitinhonha, na margem esquerda do rio, a poucos passos da escada que conduzia ao adro da igreja do Mendanha, dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Vivia das águas do rio, não como muitos de seus conterrâneos, afeitos ao trabalho de garimpo. Joaquim era pescador, profissão aprendida com o pai, um português que morreu quando ele contava pouco mais de dez anos de idade.
O pai de Joaquim viera do litoral norte, de uma aldeia de pescadores próxima ao Porto. Ele sonhara fazer fortuna na extração de diamantes. Chegou apenas com a coragem para tentar a sorte nas terras altas do Distrito Diamantino. Logo, o pai de Joaquim enrabichou-se por uma negra forra, tomou-a como esposa e meteu-se no garimpo, lá pelas bandas do Curralinho. Falante, especialmente quando provava uma boa cachaça, o garimpeiro português foi apanhado pelos pedestres da Real Extração, sendo acusado de mineração ilegal e contrabando de diamantes. Condenado, amargou anos de prisão na casa de Câmara e Cadeia da Vila do Príncipe. Cumprida a pena, o homem procurou sua mulher, juntou as poucas tralhas que lhes pertenciam e mudou-se para Mendanha. O povoado vivia, então, afamado pelos novos descobertos de diamante e pelo bom comércio que tinha lugar em suas ruas, por causa das tropas que serviam o Termo de Minas Novas.
Em Mendanha, abatido pelas agruras sofridas na cadeia, o velho homem do Porto reaprendeu a pescar. Construiu sua canoa e varas de pescar, comprou anzóis e juntou-se aos pescadores que tiravam do Jequitinhonha, muito piscoso naquela época, sacos pesados de surubins, dourados, traíras, piaus, curimatãs, bagres. Limpava o pescado na barranca do rio, enchia cestos de vime e vendia o produto parte no Mendanha, parte nas intendências do Arraial do Tijuco. Apesar da distância, o preço mais elevado, pago pelos fregueses do Tijuco, compensava a caminhada ao longo da acidentada Estrada Real. Pelo menos uma vez por semana, o pai de Joaquim Ferreira de Aguiar gastava suas sandálias de pescador na trilha que ligava Mendanha ao Tijuco.
Joaquim nasceu na beira do rio. Mal engatinhava e já saía na canoa do pai. Acostumou-se a comer peixe com farinha – era sua comida diária, assim que deixou o peito da mãe. Brincava no raso do rio, entre canoas, varas, linhas e anzóis. Feriu o corpo muitas vezes com os instrumentos de pesca. Mas Joaquim não se afastava deles. Ao contrário, pediu ao velho português que lhe ensinasse tudo sobre pesca, peixes e rios. Aos dez anos, pouco mais ou menos, tornara-se bom pescador. Foi quando nasceu sua irmã, batizada como Anita, num parto difícil que custou a vida de sua mãe. O velho desarvorou-se em desespero, definhando lentamente. Cinco anos depois, os dois meninos ficaram órfãos. Na véspera dos festejos natalinos de 1800.
Com o parco dinheiro das pescarias, Joaquim Ferreira alimentava e vestia a si e a sua irmã. Anita era boa menina, contentava-se com as coisas simples do lugar e ajudava o irmão mais velho a manter a casinha que herdaram do pai. Ela empregou-se na venda de Manoel Caetano, antigo amigo da família, com quem Joaquim conversava frequentemente, quando deixava o rio. Joaquim amarrava a canoa numa estaca perto da venda. Limpava os peixes na água do rio, salgava o pescado com sal grosso comprado nas mãos de Manoel Caetano, separava os bagres menores que levava para fritar na cozinha do amigo. Anita preparava o tira-gosto. No meio de outros fregueses, Joaquim e Manoel bebiam aguardente e comiam os bagres passados na farinha de mandioca. A conversa fluía até bem adiantada a noite. Retornava sempre ao mesmo ponto, desdobrando-se como ladainha antiga. Joaquim Ferreira dizia ao amigo:
_ Manoel, um dia eu viro outro. Enrico e saio daqui. Mudo para o Tijuco, levo a Anita. Ponho minha irmã numa casa boa, e volto para buscar a Maria Flor.
_ De que jeito, meu amigo? Um pescador não ganha dinheiro para isso. O que dá dinheiro nessa parte do mundo é diamante ou ouro.
_ Até parece que o amigo, negociante experiente, não enxerga em volta. Quem minera precisa comer, vestir, usar remédios. Diamante não mata fome nem protege do frio. O povo do Tijuco aprecia peixe fresco e seco, também. O bacalhau que vem do Rio de Janeiro é muito caro. Os peixes do Jequitinhonha, mais baratos, vendem bem.
O mercador engoliu um bagre, lavou a goela com um gole de pinga. Jogou a cabeça de um lado para o outro, arranhando a garganta. Olhou para o jovem pescador e sentenciou, em tom de exasperação.
_ Joaquim, você está iludido, homem. Há muitos outros pescadores no Jequitinhonha que também precisam vender. E o mercado do Tijuco é pequeno. A Vila do Príncipe é menor ainda. Com pescaria, você mal sobrevive.
Joaquim olhou para o fundo da venda. Chamou a irmã, ao mesmo tempo em que baixou o copo sobre o balcão. Rispidamente, virou-se para Manoel Caetano e respondeu:
_ O tempo dirá. Este pescador vai subir na vida. E, quando isso acontecer, nunca mais pisará no Mendanha.
O povoado, entretanto, não se dobrava à vontade de Joaquim Ferreira de Aguiar. As casas continuavam de pé, as águas do Jequitinhonha teimavam em correr, arrastando canoas de pescadores queimados pelo sol. As lavras prosseguiam, ora rendosas, ora penosas. Maria Flor andava no Mendanha bonita demais, uma boniteza de enlouquecer os homens. Toda vez que via a moça, o pescador mordia os beiços, sentia os músculos do peito vibrarem e o juízo arder em brasa. O efeito de ver Maria Flor era, para Joaquim Ferreira, como o de uma surra de bacalhau, daquelas que só o verdugo dos escravos no pelourinho do Rio Grande conseguia desferir. A visão da morena mais bonita do Mendanha deixava o pescador ansioso, frustrado. O tempo mostrava-se seu inimigo: nada que ele sonhava havia se realizado. Deus parecia não lhe dar ouvidos. Joaquim então chorava, sentado no meio da canoa, o remo jogado entre os joelhos. Misturava lágrimas às águas grandes do Jequitinhonha. E descria de suas próprias forças.
No dia 10 de janeiro de 1805, o pescador levantou cedo. Engoliu café forte e biscoito de goma. Saiu de casa, desceu para o leito do rio, desamarrou a canoa da estaca e, munido do remo, desceu a correnteza. Estava resolvido a lançar anzóis num ponto do Jequitinhonha, abaixo do povoado, denominado Banquinho. Nesse lugar, as águas alargavam-se e corriam preguiçosas, sobre extenso banco de areia, visível no tempo da seca. Dizia-se no Mendanha que o Banquinho estava bom de peixe. Joaquim Ferreira esperava fisgar muitos surubins e dourados. Iscou os anzóis e lançou-os nas águas, bem longe da canoa. Logo, as varas acusaram a fisga de peixes de bom tamanho. O pescador recolheu as linhas, tirou os peixes da água. Atracou a canoa na margem direita do rio, e, com a faca que trazia presa à cintura, começou a limpar o pescado. De repente, nas vísceras de um dourado, cujo tamanho era tão normal, o gume da faca estancou. Joaquim examinou cuidadosamente a barriga do peixe. Com os dedos, apalpou o cálculo que obstruiu a lâmina. Retirou a pedra de dentro do peixe, limpou-a na água e olhou-a contra o sol. Descobriu um diamante de três vinténs.
O susto paralisou o pescador por longos minutos. Um urro, grito entranhado de conquista e felicidade, despertou-o do transe. Os olhos de Joaquim brilharam, enquanto seus pensamentos imediatamente voaram para Anita, Maria Flor e a casa no Arraial do Tijuco. Pôs a canoa de volta no rio e remou para Mendanha, agitado como prisioneiro que evade de uma fortaleza-prisão. Na curta viagem, Joaquim imaginava que, enfim, sua vida mudaria. Atracou na altura da venda de Manoel Caetano. Correu barranca acima, anunciando-se para o amigo aos gritos. Mostrou o diamante e o peixe para o vendeiro, narrou o acontecido e pediu a avaliação da pedra.
_ Manoel, o diamante saiu da barriga do peixe. Essa pedra é o sinal que eu esperava. Agora, você duvida de mim?
_ Meu amigo, a sorte está do seu lado. O diamante não é grande, mas deve valer algumas centenas de mil réis. Muito mais que uma carga de peixes vendida nas intendências do Tijuco.
Joaquim ria feito menino. Tão alto que chamou a atenção da gente do povoado. O povo chegava em cascata, embolado. Para cada grupo que apinhava o balcão, Joaquim repetia a história, mostrava o peixe e a pedra. Como profeta anunciando a boa nova. Um garimpeiro experiente analisou o diamante: era de primeira água, fazenda fina, de três vinténs. Todavia, não valia a fortuna que Joaquim desejava pedir por ele.
Como rastilho de pólvora, a notícia chegou ao Tijuco e navegou sobre as águas do Jequitinhonha. No Tijuco, Joaquim Ferreira foi recebido com a curiosidade que cerca as legações estrangeiras. Os comerciantes, os tropeiros, os escravos e os moleques ouviram a história do peixe cofre de diamante, atônitos. Nos dias seguintes, as bancas de pescado no Arraial do Tijuco ficaram vazias. Os preços de peixes dispararam. Tanto pescadores como comerciantes não conseguiam afastar a possibilidade de que outros peixes, com diamantes talvez maiores dentro de suas barrigas, fossem inadvertidamente vendidos. O fato é que, por esperteza do comércio e dos pescadores ou por temor de perdas, os bagres passaram a custar caro como jóias.
Joaquim Ferreira resolveu arriscar. Pescou e vendeu como nunca fizera antes. Pensava aproveitar o preço alto para juntar dinheiro, pois sua intuição lhe garantia que, dificilmente, ele mesmo fisgaria outro peixe com diamante nas vísceras. Joaquim não queria abusar da sorte grande. Esperava menos, apenas que os preços dos peixes se mantivessem acima da média no decorrer de vários meses. O suficiente para presentear Maria Flor com brocados finos, pedindo-a em casamento.
_ Manoel Caetano, cheguei agora do Tijuco. Nada dá certo para mim, meu amigo. O peixe está barato demais. Maria Flor escapará de minhas mãos.
_ Rapaz, isso não é de seu alvitre. Toma uma pinga e aquieta sua exasperação.
O desalento do pescador ganhou a altura da Serra do Gamboa, porque seus sonhos despencaram de picos íngremes. O movimento especulativo no mercado de pescado do Tijuco refluiu depressa, justamente quando Joaquim Ferreira começou a juntar uns cobres. Na hora que ele parecia notar mais interesse de Maria Flor, procurando sua canoa no meio do rio, entre tantas que navegavam no Mendanha. Para piorar a situação do jovem pescador, no povoado surgiram acusações contra ele. Desafetos e invejosos, que existem como moscas nos montes de lixo, espalharam boatos de que Joaquim tramara aquilo tudo, inventando história absurda para levar vantagem, explorar a parca algibeira do povo e enriquecer como os pedristas que lesam garimpeiros. As comadres do Mendanha encheram os ouvidos de Maria Flor com a lista dos defeitos tidos e havidos do jovem pescador. Aconselharam a morena a afastar-se de Joaquim, a evitar quem vive de espertezas semelhantes às praticadas pelos mascates judeus ou abusados ciganos.
_ Anita, deixa estar. Eu não quero consolo. Essa gente do Mendanha pagará pelo que me faz. Maria Flor principalmente.
_ Irmão, larga esse povo. Vamos embora, recomeçar longe daqui, como fez nosso pai.
_ De jeito nenhum, Anita. O povoado se curvará diante de mim. Nem que eu tenha de pescar no fundo do rio uma baleia empanturrada de pedrarias.
Obstinado, o jovem pescador convenceu-se de que coincidências ocorrem. Mais dia menos dia, haveria de iscar outros peixes que engoliram diamantes. Garimparia a seu modo, inusitado, improvável, sem apegar-se aos misteriosos meandros do jogo do rio. Joaquim Ferreira enfiou-se no Jequitinhonha. Sua canoa carregava alguém que parecia menos pescador do que navegante obrigado a caminhar na prancha de piratas caribenhos. Ele trabalhou sem descanso. Subiu e desceu o rio, lançando anzóis em cada curva e reentrância. Ficou horas com as varas de pesca armadas nas partes do rio em que havia lajes ou corredeiras, sem se distrair com as espumas agitadas e o barulho monótono. Também nos remansos profundos, escuros, que prenunciavam a presença de lapas que abrigassem peixes grandes, Joaquim Ferreira só faltou mergulhar para apanhar peixes com as próprias mãos. Faria isso, não fosse o fato de que nadava igual machado sem cabo.
O jovem pescador fundiu-se com a canoa rústica, escavada no enorme tronco de uma barriguda. Só era visto sobre a canoa, no meio do rio. Assemelhava um poseidon decaído, cavalgando disformes cavalos-marinhos. Ou um Jonas extenuado, entregue ao destino, resignado a terminar seus dias no ventre do monstro que o havia engolido. Joaquim Ferreira pescava dia e noite, sob o calor e o frio, desdenhando da chuva e dos silvos dos animais selvagens que habitavam matas ribeirinhas, ao redor do Mendanha. Nas noites sem lua, alumiava o Jequitinhonha com um candeeiro a azeite, preso por tiras de couro cru na ponta da proa do barco. Nas noites luminosas, graças à lua cheia que prateava as águas do rio e as copas das árvores nas encostas, Joaquim redobrava o esforço na lida, porque notava brilho maior sob as escamas dos peixes. Quem sabe numa noite assim, de lua cheia, iscaria o diamante que tanto procurava?
Sem arroubos de qualquer espécie, o jovem pescador limpava os peixes fisgados, cortava-lhes os ventres num talho profundo, remexia as tripas e, como não deparava com nenhuma pedra, jogava os despojos nas margens. De modo que montes de peixes estripados cobriram determinadas barrancas do rio, apodrecendo sob a ação dos insetos ou servindo de repasto para gatos e urubus. Joaquim Ferreira não levava para casa sequer um quilo de pescado. Anita chorava. O que ela ganhava na venda de Manoel Caetano era pouco para sustentar o rancho da família.
Morta de dor por ver o irmão aluado na correnteza do rio, os cabelos sujos e desgrenhados, a pele queimada a ponto de perder o viço, Anita procurou Manoel Caetano. Julgava que o patrão poderia influir sobre o comportamento do pescador.
_ Seu Manoel Caetano, converse com o Joaquim. Diz pra ele que Maria Flor não vale o sacrifício dele, nem a gente do Mendanha. Recupera o juízo do meu irmão. Promete que vai tentar, Seu Manoel Caetano.
_ Menina, garantia eu não dou. O Joaquim é teimoso, e sobre ele pesa sortilégio muito grande.
_ Como assim, Seu Manoel Caetano? Quem enfeitiçou meu irmão?
_ Anita, é a força do diamante que atarantou seu irmão. Dizem que o diamante é pedra viva, que prende o espírito do homem como o olho da cobra captura o corpo do sapo, deixando o bicho imóvel até que o bote fatal caia sobre o coitado. O diamante tem brilho que cega a alma. Seu irmão perdeu os olhos quando encontrou dentro daquele maldito peixe a pedra de três vinténs. E falam também, Anita, que os diamantes têm seus donos. Não adianta outra pessoa encontrar o carbonato, pois apenas aquele que, pelo destino, é o verdadeiro dono da pedra, será feliz por causa dela.
_ Seu Manoel Caetano, não diz isso. É crença do povo. Deus não deixa isso acontecer…
_ Menina, há mais de cem anos que essas coisas ocorrem aqui, no Tijuco, no Ribeirão do Inferno, no Curralinho, Milho Verde e São Gonçalo. A experiência dos garimpeiros é essa. Acontece bastante. Quem, por um “desvio da sorte”, pega diamante que não é seu por direito, acaba sofrendo. Mais cedo do que imagina, o sujeito dá pra trás. Perde o rumo e os cobres amealhados. Pode perder a cabeça ou mesmo a vida.
O vendeiro consolou a pobre menina. Não deixaria faltar-lhe as coisas em casa, e ainda pediria ao vigário para rezar missa em favor de Joaquim, assim que o padre apeasse na soleira da porta de entrada da venda. Anita pegou no trabalho, contendo os soluços, com o coração apertado.
As rezas de Anita, os conselhos de Manoel Caetano e a missa do vigário pouco adiantaram. Joaquim não se emendou. Não escutou ninguém. Só pensava em peixes recheados de diamantes e nos presentes que entregaria a Maria Flor, para comprar o amor da morena. A cada dia odiava Mendanha, mais e mais. E entrava no rio como boi que marcha pro matadouro. Todos notavam o sofrimento de seu corpo e o desatino de sua alma. Porém, ninguém se atrevia a fazer qualquer coisa por ele. Além de certo limite, a solidariedade entre os homens se quebra como galho seco de árvore do cerrado. Mendanha, condescendente, ofereceu dó e piedade a Joaquim Ferreira, talvez por que sentisse que ele tinha mal incurável. Doença do espírito, tentação do diabo.
A luta do pescador com o Jequitinhonha e os peixes continuou. Mais tempo do que deveria permitir a Misericórdia Divina. Joaquim Ferreira iscou e estripou milhares de surubins, dourados, traíras, piaus, curimatãs, bagres. Suas mãos ficaram em carne viva. Porém, nenhum diamante escondido no ventre de peixe remediou sua patente insanidade. Até que numa tarde nublada, fria e triste, cinzenta tal qual as rochas nuas que formam a Serra do Gamboa, Joaquim Ferreira desapareceu. Presume-se que tenha descansado. Uma enchente medonha, que há muito não se via no Jequitinhonha, arrastou o pescador, a canoa e as tralhas de pesca. Tudo sumiu de repente, debaixo de mistura pesada, encorpada, de água e lama. Meses depois, a canoa de Joaquim Ferreira de Aguiar foi encontrada numa lagoa marginal, algumas léguas a jusante do Mendanha. Ela estava embicada na lama, coberta até a metade pela água. As varas e os anzóis fisgados jaziam em desordem dentro da embarcação. Do pescador, não havia qualquer sinal.
O povo acorreu para ver. Demorou até alguém criar coragem e aproximar-se da canoa. Ela foi retirada da lagoa. Então, as pessoas cercaram a canoa e se apressaram em abrir a barriga dos peixes que teriam sido os últimos pescados pelo infeliz Joaquim.
Nada foi achado!
Notícia histórica: 10 de janeiro de 1805. Joaquim Ferreira de Aguiar, morador do Mendanha, acha em um peixe um diamante de três vinténs. Foi anzolado no local do Banquinho, no Jequitinhonha. Os peixes subiram de preço com medo de outros peixes terem diamante também! Esperteza do comércio e dos pescadores! (PEREIRA, Célio Hugo Alves. Efemérides do Arraial do Tejuco a Diamantina. Belo Horizonte: Edições CLA, 2007. P. 50)
Por Marcos Lobato Martins, 3 de julho de 2009. 1 Comentário


em julho 8th, 2009 às 15:36
Mais uma história lida numa ‘golada só’, daquelas de tirar o fôlego. Quero estar presente no lançamento de Prosas do Espinhaço Central, quando for o momento.