Dois homens simples do Vale do Jequitinhonha

Meu último grande giro pelo Vale do Jequitinhonha ocorreu em janeiro de 2007. Passei quase duas semanas percorrendo cidades da região, principalmente na área do curso médio do rio. Conheci muita gente, conversei com diversas pessoas ao longo de estradas vicinais de terra vermelha e nas sedes municipais. Bati muitas fotografias. Guardei numerosas lembranças de paisagens e gentes do Vale. Escrevi alguma coisa sobre essa viagem, logo que voltei para casa.

Aos poucos, dosadamente, trarei para este espaço notas relativas aos personagens que encontrei na viagem. Pessoas simples, cujas histórias de vida cativam o interlocutor, ainda mais porque são narradas sem afetação e soberba, de maneira direta, pausada e com brilho nos olhos. No meio das ruas ou na porta de pequenos comércios e oficinas. É quando se lastima que nossa memória não é suficiente para reter cada detalhe do ambiente, dos sons e movimentos de quem fala. Queria, nessas horas, parecer ao menos um pouco com “Funes, o memorioso”, famoso tipo criado por Jorge Luis Borges.

Seu Bicalho, vendeiro em Grão Mogol.
Seu Bicalho, vendeiro em Grão Mogol.

Se não me engano, Aureliano Lessa escreveu que Diamantina é um presépio incrustado na serra. Então Grão Mogol também é, porém bem menor e montado com menos pau-a-pique do que pedra. Nessa cidade, a Rua Santo Antônio e os becos que nela desembocam concentram as casas de comércio e conferem a Grão Mogol sua marca colonial típica. Sem pressa, conversei com alguns comerciantes da Rua Santo Antônio. Um deles, o Seu Bicalho, é tido como grande conhecedor da história da cidade e da região. Sua venda tem duas portas estreitas e um balcão de madeira de fora a fora, atrás do qual amontam-se, desordenadamente, mercadorias diversas. Uma mercearia parada no tempo, que não recebeu sequer um freguês enquanto estive lá conversando com o dono, no dia 5 de janeiro de 2007.

O Seu Bicalho, octogenário, é funcionário público aposentado. Vangloria-se de haver conhecido o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana, Congonhas do Campo e Diamantina. Seu Bicalho narrou satisfeito suas andanças por Botafogo e Santa Tereza, as viagens no Vera Cruz entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Contou-me com uma ponta de orgulho que assistira filmes no Cine Trianon, em Diamantina, e que fizera compras na Casa São Paulo, uma grande loja no antigo Tijuco. Bateu no peito para dizer que nunca votou em Juscelino Kubitschek – votara em Gabriel Passos na disputa pelo Governo do Estado e no General Juarez Távora, na eleição presidencial. Afinal, Seu Bicalho era pessoa da UDN de Grão Mogol. Lá, a UDN comandou a política mesmo quando JK brilhava na política mineira e brasileira.

Além da política, Seu Bicalho fora ativo na Maçonaria local. Em toda demanda da cidade ele se metia, por isso tornou-se tão conhecido. Ele disse que seus irmãos e irmãs saíram para viver e ficar importantes em Belo Horizonte, de modo que coube a ele permanecer em Grão Mogol e cuidar da pequena cidade, onde estão as raízes da família. Desconfio que a explicação é parcial. O gosto pela história, que faz dele espécie de rapsodo nas margens do Itacambiruçu, transformou Seu Bicalho numa referência comunitária, que oscila entre a admiração e a galhofa dos concidadãos. Por mais de uma hora, eu mesmo fiquei, sem ter como arredar pé, ouvindo-o discorrer sobre a história de Diamantina: o Contratador Caldeira Brant, Chica da Silva, o garimpeiro Isidoro. Acabei descobrindo, num canto escuro e empoeirado da loja de Seu Bicalho, velhos exemplares de Joaquim Felício dos Santos (“Memórias do Distrito Diamantino”) e Carlos Góes (“Histórias da Terra Mineira”).

Depois de visitar Salinas e Pedra Azul, cheguei a Almenara. Ao dar uma volta a pé pela cidade, com o objetivo de chegar até a praia do rio, achei na primeira rua abaixo da praça da Prefeitura, a oficina do sr. Demécio Honório de Lima. Um barracão pequeno, caiado de branco, com um só cômodo e duas portas alinhadas ao passeio da rua. Por causa do pé direito muito baixo e das telhas sem proteção de forro, a oficina é uma sauna sob o sol do semi-árido. Lá dentro, Seu Demécio trabalha desde 1964, ano em que chegou a Almenara e abriu seu negócio de artesanato em couro. Nascido no Salto da Divisa na década de 1940, Seu Demécio vende arreios e selas para fazendeiros da região, do Sul de Minas e de Belo Horizonte. No auge dos seus negócios, na virada dos anos 1970 para os anos 1980, ele fabricava três selas por semana. Hoje as selas custam 500 reais e requerem cinco dias para sua fabricação.

Seu Demécio, artesão do couro em Almenara.
Seu Demécio, artesão do couro em Almenara.

Bom prosador, o velho artesão sentou-se na soleira da porta e contou-me detalhes de sua história de vida, enquanto um ou outro pedestre passava pela rua e interrompia a conversa para os cumprimentos de praxe. Seu Demécio, ainda criança no Salto, assistiu ao transporte fluvial no Jequitinhonha. Seu tio foi dono de uma canoa, com a qual trazia do litoral baiano madeira em tábuas, açúcar e querosene para o Salto e para Almenara; na volta, transportava carne de sol para os mercados da área cacaueira. O pai de Seu Demécio era pequeno sitiante e dono de tropa, operando na região de Itagimirim, no sul da Bahia. Ele comprava carne nas fazendas entre Salto da Divisa e Itagimirim, produzia carne de sol e, em seguida, usava a tropa para vender a carne de sol em Itapebi, de onde o produto seguia para a zona do cacau. Junto com um arrieiro e o pai, Seu Demécio trabalhou na tropa, que levava dois dias e meio para ir do sítio da família até Itagimirim. Em Itapebi, costumava acontecer de a tropa ficar estacionada três meses até conseguir vender toda carga de carne de sol. No retorno dessa cidade baiana, a tropa do pai de Seu Demécio trazia açúcar, sal e querosene.

Quando completou doze anos, Seu Demécio foi trabalhar numa selaria existente em povoado próximo a Eunápolis. Entrou como aprendiz e, em pouco tempo, dominou os segredos da fabricação de selas. Foi levado a esse ofício pelas mãos de sua mãe, que combinou tudo com o dono da oficina. Um homem de antiga ascendência portuguesa, bravo, de poucas palavras e muito exigente. Nessa oficina, Seu Demécio viveu uns anos e fez amizade com empregados mais antigos do estabelecimento. Voltou para o Salto. Nos anos 1950, acompanhou as notícias sobre o movimento crescente na recém-inaugurada Rio-Bahia. Viu muito gado partir para o sul nas carrocerias de caminhões. Também observou amigos e famílias inteiras deixarem o Médio Jequitinhonha em paus-de-arara, rumo a São Paulo. Depois mudou para Almenara, cidade que, como ele mesmo disse, será o cantinho do mundo onde descansará seus ossos. Vaidoso, na hora de tirar fotografia, Seu Demécio aprumou a camiseta, penteou cuidadosamente os ralos cabelos e fez pose atrás do pequeno balcão da oficina.

Seu Bicalho e Seu Demécio, duas faces singulares da população diversificada que habita o nordeste de Minas Gerais. Gente que merece ter suas histórias registradas. No Vale do Jequitinhonha, um programa de construção de acervos de história oral é urgente e imprescindível.

Por Marcos Lobato Martins, 19 de julho de 2008.  32 Comentários

32 respostas para ' Dois homens simples do Vale do Jequitinhonha '

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  1. Dayse Lúcide escreveu,

    em setembro 14th, 2008 às 23:14

    Marcos,
    Nao sabia de suas andanças… texto legal, parece até que “quem lê foi na viagem com você!”
    Abraços
    Dayse Lúcide

  2. Geraldo Gonçalves escreveu,

    em novembro 18th, 2008 às 10:09

    Tive o privilegio de conhecer o Sr. Bicalho de Grao Mogol. Eh realmente um profundo conhecedor da historia da regiao. Vale a pena conhecer este autodidata que encanta a todos.

  3. JADER A BAHIA escreveu,

    em dezembro 7th, 2008 às 15:26

    MARCOS SOU ALMENARENSE E MORO EM TEOFILO OTONI.SOU TAMBEM UM PROFISSIONAL ATLETA.EXPLICO:GANHO A VIDA COMO MEDICO E NAS DE LAZER SOU CICLOTURISTA. JA PEDALEI UMA GRANDE PARTE DO VALE DO JEQUI,VEJAQ O SITE.ADOREI O RELATO DE SUA VIAGEM.ABRAÇOS.

  4. jackson escreveu,

    em abril 16th, 2009 às 11:45

    Marcos , parabens pelo texto, me senti lá com voçê,sou montesclarence , e conheço bem esta região.Hoje moro em cabo frio interior do rio de janeiro; mas não me esqueço do interior mineiro.

  5. Gileida escreveu,

    em abril 18th, 2009 às 16:16

    Adorei a hitoria do sig Bicalho, eu nao conheço bem Grao mogol, nasci em Montes Claros e cressi no municipio de Grao Mogol (Catuni). Tenho saudades por isso procuro ler informaòoes sobre a regiao.
    Sao sete anos que sai do pais mai tenho ele sempre no meu coraçao. atensiosamente Obrigado de Gileida da italia aquele abraço…

  6. Gileida escreveu,

    em abril 18th, 2009 às 16:17

    Adorei a hitoria do sig Bicalho, eu nao conheço bem Grao mogol, nasci em Montes Claros e cressi no municipio de Grao Mogol (Catuni). Tenho saudades por isso procuro ler informaçoes sobre a regiao.
    Sao sete anos que sai do paìs mais tenho ele sempre no meu coraçao. Atensiosamente Obrigado de Gileida da italia aquele abraço…

  7. Alisson escreveu,

    em abril 26th, 2009 às 14:39

    É sempre ouvir comentários da terra natal.Sou de Grão Mogol, conheço muito bem o Sr. Bicalho

  8. noeme escreveu,

    em maio 22nd, 2009 às 22:38

    sou tambem desta regiao sou de couto de magalhaesali nasci e me criei. REGIAO RICA EM ATESANATOS PARABENSAOS 2 ARTESAOS .QUE DEUS OS INLUMINA E DE´SAUDE P CONTINUAR ENRIQUECENDO NOSSA REGIAO

  9. romenia fraga escreveu,

    em novembro 20th, 2009 às 21:20

    hummmmmmmm e bom sabe da historia de uma cidade onde cresci, gosto do jambeiro onde cresci da cidade não tenho boas lembranças mas valeu

  10. Giovani Bicalho escreveu,

    em novembro 24th, 2009 às 14:13

    Realmente Bicalhão (meu tio) é uma figura sensacilnal, moro hoje em Vitória do ES, mas de 2 em 2 anos tenho que ir a Grão Mogol para escutar os causos contados por ele.
    Quem não o conhece, faça o favor de ir conhecê-lo e aproveita para andar nas lindas ruas de Grão Mogol.

  11. Paulo Damasceno Alves escreveu,

    em dezembro 23rd, 2009 às 14:43

    Eu na verdade sou decendente de grão mogol meu avó foi um dos veteranos dessa cidadezinha maravilhosa, que tive o prazer de vizita-la muitas e muitas vezes, adoro essa cidade tive tbm o prazer de conhecer o Sr. Bicalho um veterano que me parou na rua em uma das vezes que estive na cidade e me disse, você não é daki eu disse não sou de São Paulo tenho parentes aki ele disse qual seu sobre nome eu disse Damasceno então ele disse então você é neto de Domeciano, que por sinal foi amigo dele , infelismente meu avó ja é falecido.Grão Mogol cidade que eu amo

  12. Toninho do Bosque escreveu,

    em abril 11th, 2010 às 14:48

    Nasci em Grão mogol , na área rural ; nasci na fazenda bosque tenho muito orgulho de ser GRÃO MOGOLENSE, moro em São Paulo mais anualmente visito minha terra natal (:

  13. Mike Gusmao Botelho Leite escreveu,

    em maio 25th, 2010 às 04:40

    muito bom parabens!!! sou de conquista e hj moro em salvador e sou louco pelo avai, distrito de jacinto( vale do jequi) um triplo abs!!!

  14. LAISA GOMES escreveu,

    em junho 8th, 2010 às 12:32

    SOU DE GRÃO MOGOL, MAS HOJE MORO EM BELO HORIZONTE. FIQUEI FELIZ E MT AGRADECIDA PELA FORMA QUE VC RETRATOU MINHA CIDADE. VOLTE LÁ SEMPRE! VC MATOU UM POUCO DA SAUDADE Q TENHO DE LÁ.VALEU MESMO

  15. LAISA escreveu,

    em junho 27th, 2010 às 09:47

    VALEU! GRÃO MOGOL É MSM A PRINCESINHA DO VALE!
    SOU GRAOMOGOLENSE,MORRO DE SAUDADES, HJ MORO EM BH, MAS CARREGO GRÃO MOGOL NO CORAÇÃO.
    VALEU!

  16. Geraldo Pinho escreveu,

    em julho 1st, 2010 às 14:07

    Sou Graomogolense,aí passei os melhores dias de minha vida,uma infância muito Feliz uma adolecência sadia e alegre,muitos exemplos bons de vida junto a pessoas boas e amigas como o BICALHO que sempre foi o nosso conselheiro o educador fora de casa e da escola.A você Marcos parabens por ter tido a oportunidade de conhecer Grão Mogol e Bicalho!Um grande abraço a todos.

  17. Gustavo escreveu,

    em julho 29th, 2010 às 15:54

    fico feliz em saber que muitos admiram e se interessam por nossa bela Grão Mogol.
    obs.: a rua que vc mensiona, na verdade de chama Rua Cristiano Rêlo (antiga rua Direita)e nao Santo Antonio

  18. agnaldo teixeira guimaraes escreveu,

    em agosto 8th, 2010 às 10:20

    sou filho desta linda cidade,tive uma infancia maravilhosa,onde pescava,caçava,apanhava sempre-viva,e outros divertimantos.hoje sinto uma frofunda saudade dos meus amigos,e deste povo hospitaleiro.Um forte abraço naqueles que estam lendo esta pequena menssagem. obrigado.

  19. PEDRO OLIVEIRA escreveu,

    em novembro 7th, 2010 às 13:28

    Nasci em Sapé municipio de Grão Mogol e foi muito bom encontrar o site da minha cidade…viajei…atualmente moro em Belo Horizonte mas tenho muitas boas lembranças…

  20. Cirlandia escreveu,

    em novembro 17th, 2010 às 22:05

    Muito bom o seu texto sobre o senhor Bicalho, verdadeiro representante da nossa querida Grão Mogol! Muito obrigada por nos proporcinar momentos tão grandiosos de forma simples, mas com tamanha plenitude…Grão Mogol meu horizonte querido…

  21. Sueli Gomes escreveu,

    em janeiro 18th, 2011 às 13:06

    em breve relato mim orgulho da minha cidade querida,eu amo a minha cidade ñ por ser uma cidade historica,mas como ali eu aprendi muitas coisas do antepassado e la criei meus tres filhos que crecerao ouvindo e ouvirao estorias lindas de grao mogol,marcos gostei muito do breve relato da cidade gostei muito e mim fez relenbrar das historia que ali passei…….


  22. em março 7th, 2011 às 18:10

    Eu me sinto muito orgulhoso de ver uma historia verididca,de uma pessoa tao simples e gente finissima,que e Demercio ,ja vendir muito para ele quando trabalhei em ze botelho . Sou seu fam,vc sabe candim

  23. Vera Lucia Colares escreveu,

    em março 30th, 2011 às 12:16

    Sou filha e neta de grãomogolenses ,meu avô foi vice prefeito da cidade Sr Erminio e minha avó D Mariazinha , conheci Bicalho desde muito novinha e fiquei espantada ao vê-lo na foo tem 18 anos que não vou a grão mogol sinto saudades.Parabéns pela reportagem me trouxe lembranças maravilhosas.

  24. Elizeu Pereira escreveu,

    em março 31st, 2011 às 09:44

    Ao ter conhecimento desta reportagem através do meu amigo Gésio Lincoln, fiquei muito feliz, moro em Grão Mogol e o Bicalho é realmente uma enciclopédia ambulante, conhecedor e contador de muitas histórias do nosso município.

  25. varley escreveu,

    em março 31st, 2011 às 11:30

    Sou nascido em Santos, filho de um Gramogolense (Natalino Duarte) e neto de Erminio e Mariazinha. Lá é um pedacinho do ceú deixado por Deus para as pessoas de bem. Aliás, a metade da cidade é parente e a outra é prima. rsrsrs. Falta agora voce ir no carnaval, porque o trem é bão.

  26. NATALINO DUARTE escreveu,

    em março 31st, 2011 às 11:36

    ESTA REPORTAGEM ME EMPCIONA MUITO PORQUANTO SOU AMIGO DE INFÂNCIA DO NOSSO QUERIDO BICALHO.O TENHO COMO UMA DAS MAIORES INTELIGÊNCIAS DO NORTE DE MINAS. É AUTODIDATA, JÁ QUE APENAS COMPLETOU O ANTIGO 4º PRIMÁRIO.MORO EM BRAGANÇA PAULISTA E JÁ NÃO O VEJO HÁ APROXIMADAMENTE 2 ANOS. HOJE ELE NÃO DISPÕE DO MESMO REFLEXO, JÁ QUE ESTÁ BASTANTE IDOSO, EMBORA NÃO APRESENTE A IDADE QUE TEM.
    PARABÉNS PELA MATÉRIA. É MUITO BOM VER VALORIZADAS PESSOAS TÃO SIMPLES E DE IMPORTÂNCIA QUE POUCOS PERCEBEM.

  27. Romilton Correia escreveu,

    em abril 1st, 2011 às 16:43

    Marcos, parabéns pela brilhante reportagem, trabalhei em Grão Mogol por dez anos, atualmente moro em Montes Claros, mas tenho casa em Grão Mogol e um dia pra voltarei pra lá, cidade que adotei como minha terra, sou grande admirador do Bicalho, e tenho saudades dos seus causos, e da maneira expontânea que é narrado……..Conheçam grão Mogol e assim como eu se apaixonarão……

  28. Diêgo Fagundes escreveu,

    em abril 1st, 2011 às 19:33

    Parabéns pela excelente matéria. Sou daqui mesmo, de Grão Mogol, onde nasci e depois de formado, seduzido por sua beleza, a proximidade dos vizinhos e a conversa interiorana mineira que me fizeram grande falta após a saída para os estudos, ainda quando tinha apenas 13 anos, me forçaram o retorno. Hoje, já profissional, tenho o prazer de aqui morar e, diariamente, cumprimentar o Sr. Bicalho, já que seu comércio está localizado na rua Direita, onde tb tenho um escritório. Ele, figura inteligente, agradável e, como bem descrito na matéria; as vezes nos leva ao questionamento se sábio ou, com seus trejeitos, manias e curiosidade, é apenas uma humorada figura.
    Parabéns por divulgar nossa região, pobre por falta de investimentos, mas rica de beleza e aprazível como um paraíso.
    Volte sempre!
    Abração!
    Diêgo Fagundes

  29. ALEXANDRE R. DAMASCENO ROCHA escreveu,

    em abril 4th, 2011 às 11:27

    Bicalho é, de fato, um fenômeno! Tal como a igreja Matriz de Santo Antônio, Bicalho é, também, um “ponto turístico” de Grão Mogol. Digo isso, porque aquele que vai à cidade, mas retorna sem conhecer Bicalho, não pode afirmar que foi à Grão Mogol!
    Lamento, profundamente, não ter o “Poder” de imortalizá-lo, pois, quem o conhece não duvida tratar-se de um dos patrimônios imateriais da cultura grãomogolense. Por tudo que representa, também merecia ser preservado! Não me refiro, por óbvio, a matéria corpórea, mas sim a essência: a história, os casos e “causos” que ainda residem na memória do Sr. Bicalho.
    A esperança são trabalhos como o de Marcos Lobato Martins, que serve ao propósito de imortalizar, para o conhecimento das futuras gerações, um pouco da nossa vida, um pouco da nossa gente, um pouco do “mito” Bicalho.
    Parabéns pelo trabalho.
    Já à Secretaria de Cultura de Grão Mogol, deixo o alerta: o tempo está contra nós! Já é passada a hora de documentarmos esse nosso patrimônio imaterial! Um documentário sobre a história do Sr. Bicalho e o registro das histórias que sabe é a mínima contribuição pelo reconhecimento da grandiosidade que o “mito” representa.

  30. Jose do Carmo Felício escreveu,

    em abril 4th, 2011 às 16:33

    Parabéns Marcos pela reportagem.Sou daqui, nasci na Zona Rural (Distrito de Catuni, na época pertencia à Grão Mogol)cresci ouvindo os casos e causos do amigo Bicalho, inclusive qdo pequeno, quando tinhamos tarefas de História e Geografia, recorriamos ao amigo Bicalho para ensinarmos. Tbem não consegui ficar mto tempo lá fora, foi só o tempo de estudar e voltar correndo pra minha terra.Tenho orgulho de morar aqui e ser amigo de Bicalho.
    Parabéns marcos e abraços a todos.

  31. Carmem Andrade escreveu,

    em abril 7th, 2011 às 11:46

    Nasci em Grão Mogol mais moro em SP.
    Morro de saudade da minha cidade natal…..

  32. Diego Santos escreveu,

    em junho 13th, 2011 às 18:20

    Muito legal essa matéria, conheço (Seu Demécio) uma ótima pessoa que luta com unhas e dentes para proteger a cidade que lhe acolheu e que hoje é uma lar para ele. Podemos dizer que nós almenarence sentimos muito orgulho de te-lo como um dos nossos cidadãos.

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